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22 de nov. de 2010

No Escuro

No escuro viceja a planta da loucura, deita raizes,
estende gavinhas. No escuro, como vermes na carne podre,
proliferam seres hediondos.

Coisas sombrias e inexistentes surgem nos apavorando
e sugando cada gota de prazer pela vida,
assim, deixando-nos sem quaisquer esperança de votória.

Sucumbido, euxarido, inanimado e desfalecendo tento
conter o tremendo medo, medo do escuro.

Bruno Mello

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